Estudo 'Transparência e Prestação de Contas no setor financeiro' (2015)

Ao fornecer capital para todos os tipos de atividades econômicas e financeiras, os bancos são protagonistas e corresponsáveis pelo impacto dessas atividades na vida das pessoas. A promoção da sustentabilidade e a transparência do setor financeiro é crucial para tornar as empresas e suas cadeias de fornecimento internacionais mais sustentáveis. A transparência e a prestação de contas dos bancos são, portanto, condições importantes para informação não só os governos, mas também o público em geral, pois isso facilita a avaliação independente sobre uma série de questões por parte do público, mídia e acadêmicos.

O estudo de Transparência e Prestação de Contas no setor financeiro avalia e dá uma pontuação para cada um dos 47 bancos de sete países (Bélgica, Brasil, França, Holanda, Indonésia, Japão e Suécia) a respeito da sua transparência e prestação de contas, olhando para quatro aspectos principais: publicação de políticas e gestão de riscos; divulgação de investimentos; relatórios sobre a participação em empresas e comportamento eleitoral; e diálogo com as partes interessadas. O relatório também pontua esses bancos sobre a sua transparência em questões fiscais, incluindo a extensão em que eles fornecem informação desagregada, país por país, sobre os indicadores-chave em matéria de transparência fiscal.

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No Brasil, o estudo deixa claro que o tema de Transparência é centrado em debates internos sobre a transparência no país, especialmente com o barulho em torno do escândalo de corrupção na Petrobras. Outros temas do debate são sobre uma maior transparência de bancos públicos e ações de autorregulação dos bancos através da Febraban. Também merecem destaque a implementação de leis e instrumentos para ampliação da transparência como, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000 e a Lei de Acesso à Informação de 2011. Entre os temas analisados, o Banco Itaú se destaca em Transparência e Prestação de Contas enquanto o Santander lidera o tema de Impostos e Corrupção.

Vale destacar que os bancos brasileiros já possuem diversos canais confiáveis para divulgação de informações. Todos os bancos descreveram satisfatoriamente os seus sistemas de gestão de riscos ambientais e sociais. Adicionalmente, o processo de avaliação/triagem ASG de suas políticas de investimento para seleção de investidas estão em documentos públicos.

No entanto, a baixa pontuação desses bancos no tema de "Transparência e Prestação de Contas" reflete a falta de informações sobre as empresas, projetos e governos em que efetivamente investem, até mesmo os mais importantes. Além disso, os bancos publicam relatórios anuais que não estão de acordo com alguns indicadores do Suplemento para Serviços Financeiros do GRI. Por exemplo, de acordo com o relatório do Banco do Brasil, este se enquadra como GRI FS6, mas os auditores externos não asseguram tal declaração. O banco, juntamente com o Bradesco e HSBC Brasil, não publica, por exemplo, um relato completo dos investimentos por região, volume e indústria.

Confira abaixo o resumo executivo da publicação em português e a publicação completa em inglês:

 

                                   

      

Relatórios Completos

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